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Márcio Almeida atua no campo da arte contemporânea movendo-se entre a pintura, a instalação, o objeto e a intervenção urbana. Sua prática apoia-se no hibridismo de linguagens para investigar as complexas dinâmicas do comportamento humano, as heranças coloniais e as tensões geopolíticas globais que moldam o espaço, as fronteiras e as relações de trabalho na contemporaneidade. Através de contrastes materiais e conceituais, sua poética funde a crueza de elementos desvalorizados pelo mercado — como tijolos de alvenaria crua, pedras, resíduos cotidianos, papel carbono, pó e traços de carvão — à crônica política e à presença viva da botânica. Essa fricção ancora-se em investigações emblemáticas, a exemplo das séries C-14 e Azul Invisível, onde problematiza o ocultamento de camadas, os registros burocráticos e o intangível através do tempo, da instalação site-specific Eremitério Tropical, cuja estrutura de alvenaria rudimentar é ocupada e transformada pelo crescimento de heras, e da exposição Nheë Nheë Nheë, cuja ativação pelo ato de deitar-se propunha uma investigação crítica sobre as dinâmicas do ócio. Ao afastar-se dos suportes tradicionais e do fetichismo comercial, o artista conecta a vivência local a debates universais sobre pertencimento, memória coletiva e o esgotamento produtivo atual.
Márcio José Nogueira de Almeida (Recife/Pernambuco/Brasil – 1963)
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